quarta-feira, 17 de junho de 2009

Só hoje

Esta noite escrevo-te na escuridão do meu quarto. A única luz que inunda as superfícies desta pequena divisão é a de um candeeiro pequenino cujo único propósito é não me deixar na escuridão total. Lembras-te quando aqui estivemos, nesta mesma divisão e disseste que era o candeeiro mais engraçado que alguma vez tinhas visto? Parece que foi há tanto tempo. E se calhar foi. Já não sei, perdi a noção do tempo.

Parece que te foste embora há mil anos atrás e no entanto, quando nos encontramos na rua por acaso, é-me tão fácil ainda sentir o gosto do teu beijo e relembrar a maneira como sorrias só para mim. Como se o tempo que nos mantêm afastados e a distância abismal que nos separa não fizessem a menor diferença.

Um dia destes vi-te com ela. Ela que agora recebe o amor que um dia já foi meu. Ou pelo menos parte dele, já que um dia me confessaste que nunca ninguém te teria da forma como eu te tive. Chamaste-me "amor da minha vida" e tu sabes que és e serás sempre o homem e o amor da minha. Mas, por algum motivo que ainda hoje não compreendo, se calhar não estávamos destinados a ficar juntos. E tu sabes que, apesar de tudo e acima de tudo, eu quero que sejas feliz. Se não estava destinado a ser ao meu lado, é porque já tinha de ser assim.

Hoje gostaria que tivesse sido diferente. Mas só hoje.

2 comentários:

  1. Obrigada pela tua visita ao meu "cantinho de conversas".

    Também gostei aqui do teu espacinho que me transmitiu desde logo muita tranquilidade misturada com alguma nostalgia.

    Virei mais vezes à procura de novas palavras.
    Bom fim de semana. Fica bem. ***

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