Esta noite escrevo-te na escuridão do meu quarto. A única luz que inunda as superfícies desta pequena divisão é a de um candeeiro pequenino cujo único propósito é não me deixar na escuridão total. Lembras-te quando aqui estivemos, nesta mesma divisão e disseste que era o candeeiro mais engraçado que alguma vez tinhas visto? Parece que foi há tanto tempo. E se calhar foi. Já não sei, perdi a noção do tempo.
Parece que te foste embora há mil anos atrás e no entanto, quando nos encontramos na rua por acaso, é-me tão fácil ainda sentir o gosto do teu beijo e relembrar a maneira como sorrias só para mim. Como se o tempo que nos mantêm afastados e a distância abismal que nos separa não fizessem a menor diferença.
Um dia destes vi-te com ela. Ela que agora recebe o amor que um dia já foi meu. Ou pelo menos parte dele, já que um dia me confessaste que nunca ninguém te teria da forma como eu te tive. Chamaste-me "amor da minha vida" e tu sabes que és e serás sempre o homem e o amor da minha. Mas, por algum motivo que ainda hoje não compreendo, se calhar não estávamos destinados a ficar juntos. E tu sabes que, apesar de tudo e acima de tudo, eu quero que sejas feliz. Se não estava destinado a ser ao meu lado, é porque já tinha de ser assim.
Hoje gostaria que tivesse sido diferente. Mas só hoje.
talvez ainda venha a ser diferente..
ResponderEliminarObrigada pela tua visita ao meu "cantinho de conversas".
ResponderEliminarTambém gostei aqui do teu espacinho que me transmitiu desde logo muita tranquilidade misturada com alguma nostalgia.
Virei mais vezes à procura de novas palavras.
Bom fim de semana. Fica bem. ***